terça-feira, 23 de junho de 2009

Roupa nova

Pois é... Mudei o layout do blog... É que vocês não sabem o que me aconteceu. Um colega de serviço super-hiper-mala fez um cursinho de informática e no trabalho final fez um blog com o mesmo layout que eu usava... Fiquei p. da cara, com aquela sensação de chegar na festa e aquela chata estar com um vestido igual ao seu. O que você faria numa situação dessas? Trocava de vestido, óbvio! Mesmo que o vestido novo não seja tão bonitinho, não dá pra ficar com a mesma roupa de um mala, né??????

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rotina de criança moderna

Estava lendo uma matéria sobre guarda compartilhada, quando o casal se separa e os filhos ficam alguns dias com o pai, outros dias com a mãe.

Fiquei lembrando de uma amiga, orientadora educacional em uma escola, que foi chamada para solucionar um problema com um aluno. O mocinho estava sem o uniforme e não havia feito as tarefas daquele dia. Conversando com o menino, ele explicou que dormia às segundas, quartas e sextas na casa da mãe, e nos outros dias, na casa do pai. Terça-feira, ele havia ido à escola e o pai foi buscá-lo. Como o uniforme estava sujo, no dia seguinte foi com outra camisa, pois não tinha levado outro uniforme para a casa do pai. Da mesma forma, havia levado o material para as aulas de terça-feira, e não tinha levado os livros para fazer a tarefa do dia seguinte.

Confuso? Não, compreensível. Fiquei me perguntando se era realmente tarefa da própria criança pensar nessa organização. Ou será que ele tem que ter todos os livros em dobro, para que tenha um exemplar na casa da mãe e outro na casa do pai?

Continuando a ler a tal matéria da revista, fiquei me questionando sobre como fica a rotina dessas crianças... A Psicologia orienta que uma dose de rotina é muito importante para a criança, pois a auxilia a organizar sua noção de tempo, espaço, limites, ordem. Horários e locais próprios para dormir e fazer as refeições são considerados essenciais.

E aí me questiono ainda mais: diante da incapacidade de dois adultos conviverem e resolverem suas diferenças, obrigamos as crianças a abrirem mão de suas necessidades e se adaptarem à nossa forma de organização, seja bom para elas ou não. Vocês vão dizer que estou ficando velha. Talvez. Também não estou defendendo que se sustentem casamentos falidos. Mas duvido muito da sinceridade dessas propostas de guarda compartilhada. Para mim ficam soando como pensão dividida. Sim, porque ao invés de pagar a pensão integral, paga-se menos, pois a criança passa alguns dias com pai.

Mas talvez eu esteja errada, mesmo. Talvez esteja apenas ficando velha...