O artista nova-iorquino Eric Doeringer apresenta uma instalação na 14ª Avenida, em Nova Iorque. Trata-se de uma caixa de papelão onde se lê “Free Books” (livros de graça). Dentro da caixa, diversos livros que os pedestres podem levar, se desejarem.
Segundo informações do jornalista Marcelo Armôa, algo semelhante já foi realizado no Brasil.
Eric Doeringer analisa que, toda vez que deturpamos o sentido corriqueiro das coisas, há arte. Dessa forma, o artista retira a última página de cada livro, fazendo com que ele perca sua função.
Ora, ora... Primeiramente: não vi quais livros Doeringer colocou nas caixas, mas será que ele não considera Literatura como arte? Segundo: se eu deixo um prato sujo em cima da mesa, ele já perdeu sua função, pois já me alimentei, e não está onde deveria (na pia, por exemplo, para ser lavado). Isso faz com que o prato sujo se torne arte?
Me lembro de um engenheiro químico, dando esta mesma definição para o que seria lixo: algo que não está sendo usado para os fins a que se destina.
Realmente, os livros podem até ser de graça. Já idéias acho que custam um pouco mais caro.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
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