sábado, 14 de fevereiro de 2009

Capitalismo X romantismo

Hoje é dia de São Valentim, data em que se comemora o Dia dos Namorados no hemisfério norte e adjacências. Alguns dizem que o famigerado santo nem existiu (como nosso conhecidíssimo Santo Expedito por aqui). Conta-se que, ainda na Roma antiga, a comemoração apropriou-se de uma festa pagã em homenagem à divindade Fauno. Mas, do mesmo modo como outras comemorações que desconhecemos a origem, a festa "pegou". E, como tudo nesse sistema econômico, o capitalismo pegou para si (será que aprendeu com o cristianismo ou vice-versa?).

Só que hoje, os recém quase-pobres cidadãos norte-americanos aboliram as orquídeas (U$ 100 a unidade), os jantares românticos em restaurantes caros, os anéis de diamante da Tiffany´s e os buquês de rosas vermelhas. Algumas lojas ainda tentam convencer os mais românticos e abastados: em vez de um buquê com uma dúzia, um buquê com dez rosas, por alguns dólares a menos.

De acordo com matéria da Folha, é grande a procura por cartões gratuitos na internet e a busca no Yahoo por “anéis de noivado baratos”, “presentes caseiros e criativos para o Dia dos Namorados” e etcs.

A crise está dando a oportunidade para os mais materialistas voltarem a uma época mais singela, de jantares caseiros e surpresas românticas e sem ostentação. Para os mais desconfiados, pode ser uma oportunidade de provar o amor verdadeiro do parceiro (“vamos ver se ela me ama mesmo sem grana”). Para os indecisos, pode ser um auxílio para tomar uma atitude (“Nossa, como ela é interesseira!” ou “Nossa, como ele é quebrado!”).

E não deixa de ser interessante ver os Estados Unidos, o país do consumo, tendo que se afastar do consumismo como modo de vida. E isso não de deixa de ter lá seu lado romântico...

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