É pós-eleição, não pós-ereção (no caso dessa última, a depressão vem pela ausência!).
Em dezembro vi uma matéria na CNN falando do sentimento dos americanos, após um longo processo de primárias e escolha do candidato a presidência dentro do próprio partido para, somente depois disso, iniciar-se a disputa com o (não menos real) adversário de outro partido.
Ao todo, foram dois anos. Uma das entrevistadas conta que percorreu o país de carro, fazendo campanha para Barack Obama como voluntária. Ela se diz deprimida porque, durante a campanha, havia um sentimento de nação, de união em torno de um ideal, que se esvaiu após a eleição. O final da matéria ironizava que as pessoas deveriam encontrar um hobby, ou algo assim.
Acho que aqui no Brasil, nós temos a depressão pré-eleição, um tipo de TPM, só de pensar no horário político que atrapalha a programação de TV daqueles que não têm TV por assinatura. Além disso, é um desfile de gente mal preparada querendo se dar bem. E mais: tudo com o nosso dinheiro! É como dar seu cartão de crédito com senha e tudo para seu filho adolescente passar o sábado no shopping...
De qualquer forma, os estadunidenses terão a oportunidade de tomar uma dose de Prozac no próximo dia 20, com a posse de seu novo presidente. Pode ser que consigam reavivar seu “sentimento de nação”. Yes, they can!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
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