terça-feira, 27 de janeiro de 2009

$.O.$. Saúde

Assisti ontem o documentário $.O.$. Saúde (Sicko), de Michael Moore. Sicko foi lançado nos Estados Unidos em 2007 e no Brasil no primeiro semestre de 2008. O documentário escancara os problemas relativos aos planos de saúde nos Estados Unidos. Além de não serem acessíveis à grande maioria da população, há critérios de eliminação ainda para aqueles que podem pagar. Por exemplo: ter uma doença pré-existente ou ter sido submetido a algum tipo de tratamento no passado pode ser considerado fator de “não-elegibilidade” para contratar um plano de saúde. Mesmo que a pessoa esteja disposta a pagar!! Sem plano de saúde, a pessoa poderá simplesmente ir à bancarrota com os custos de um tratamento corriqueiro.

Moore demonstra como e quando os planos de saúde tornaram-se privados e foi eliminado o sistema de saúde público em seu país. Também faz uma retrospectiva das tentativas de se reestruturar o sistema público (lá chamado de socializado). É interessante notar o verdadeiro pavor que a simples palavra socializado causa nos americanos, especialmente os que estão no poder. Uma verdadeira força-tarefa é utilizada para atacar a proposta.

Para desmistificar a relação que os americanos estabelecem entre socializado e socialista/comunista, Moore vai ao Canadá, à Inglaterra e à França para comparar seus sistemas de saúde com o norte-americano. Para finalizar, vai à Cuba.

É bom para pensarmos também no nosso próprio sistema de saúde e em que ponto do caminho estamos. Há interesse por parte dos planos de saúde que o sistema público seja satisfatório? Há interesse em que sejam divulgadas iniciativas públicas que dão certo?

Há quem critique Michael Moore, dizendo que sua visão de mundo é exagerada e fantasiosa. Mas considero seus documentários algo essencial para quem deseja compreender um pouco a nação norte-americana. Além disso, o cineasta consegue tratar de temas altamente relevantes sem se tornar enfadonho (o que é uma bênção). Assista os documentários Fahrenheit 9/11 e Tiros em Columbine, do mesmo autor.

Para quem lê em inglês, pode conferir mais no site: http://www.michaelmoore.com/
Ao pé da página, há um contador registrando os números referentes à Guerra no Iraque: soldados americanos mortos, soldados americanos feridos, mortes de civis iraquianos e mortes excedentes de iraquianos (mortes que não teriam ocorrido se os norte-americanos não tivessem invadido o Iraque).

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