segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Chique é ter saúde mental!

Estava dando uma olhada em algumas seções da Folha online e eis que me deparo com a seguinte pergunta, que era a chamada da matéria: “Terminar ou continuar um namoro com problemas?” Para o meu espanto, a chamada era do blog de Márcia Zoladz. A coluna: Etiquetésima, ou seja, uma seção cujo objetivo é esclarecer dúvidas sobre etiqueta, ceremonial e boas maneiras.

Felizmente, a própria colunista deu um toque muito sábio para a moça: disse que não se tratava de uma questão de etiqueta ou boas maneiras, mas de uma decisão importante a respeito da vida pessoal de cada um. A colunista disse que costumava receber perguntas consultando sobre o mesmo assunto.

Quando será que namoro ou casamento falido virou problema de etiqueta? Sim, porque, ao menos para os autores das perguntas, trata-se exatamente disso. Há uma preocupação tão grande em estar de acordo com as normas, que os relacionamentos ficam aprisionados nessas regras. Aliás, não estar namorando ou casado com alguém já estar fora da norma.

Não deixa de ser intrigante que alguém escreva para um veículo de comunicação nacional para expor uma dúvida tão particular, pertencente ao ramo privado de sua vida (partindo do pressuposto que alguém realmente escreveu). Num dos casos citados, de namorado ciumento, até já não é tão privado assim, porque alguns bafões costumam ser públicos...

Mas acho que chique mesmo é conseguir perguntar a si mesmo por que motivo é preciso sustentar um relacionamento falido...

Um comentário:

AAM disse...

Quem não tem inteligência própria, tem de recorrer à alheia. No caso, a primeira falta de inteligência foi surgir com a pergunta; a segunda, foi ter enquadrado o problema como de etiqueta.
Essa pessoa infelizmente não sabe a diferença entre ética e etiqueta ou pensa que ambas se assemelham ou se identificam pelas 3 primeiras letras.
A verdade é que não dá para perder tempo com coisas que só incomodam. Relacionamentos, idem.