Hoje fui a uma festinha com o tradicional amigo secreto de final de ano.
O que mais me espantou é que, conversando com alguns colegas que estavam participando da brincadeira, desabafei que eu não gostava de amigo secreto (ou oculto, para os vêm de outras regiões do país). Qual não foi meu espanto quando ouvi vários “Eu também!” Diante da quantidade de “eu também”, ficamos nos perguntando: afinal, se tem tanta gente que não gostava daquilo, quem teria sido a mente iluminada que tinha sugerido a brincadeira? Não descobrimos. Deve ser mais uma daquelas tradições de final de ano, em que as pessoas se sentem estimuladas a confraternizar. Eu não me sinto. Me sinto obrigada. Acho que meu sangue judeu fala mais alto nessas horas: puxa, gastar de novo??? Mas também acho que as pessoas estão trabalhando tanto, mas tanto, que talvez ao invés de uma série de variados amigos secretos, melhor do que receber presentes seria ganhar um dia de folga. Ou dois, dependendo se o amigo fosse generoso...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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