Eu estava caminhando até a farmácia, e vinham duas moçoilas na minha frente. Nas costas de uma delas, que usava blusa de alcinha, vi um traço na horizontal. Minha curiosidade me fez apertar o passo. Não precisei muito, porque os dizeres eram grandes: “Ana Luiza”. Assim mesmo, com aspas (how weird!). Vejam só... Fiquei sem palavras com aquilo. Poxa, eu não sou tão velha assim, mas na minha época existiam, para as mais abastadas, correntinhas de ouro com um pingente em que surgia, reluzente, o nome da felizarda. Para os não tão abastados, houve a moda da pulseirinha feita com um pedaço de plástico duro no qual se enrolava linha de cores diferentes, como um tear. Aquela pulseirinha, após seu primeiro banho ficava com um aspecto estranho. Sim, após o banho, porque não tinha fecho, era de amarrar. Lá pelo enésimo banho, ficava mal-cheirosa. Nem preciso dizer que, entre a primeira opção e a segunda, eu tinha a segunda.
Mas voltemos à nossa amiga Ana Luiza, agora devidamente identificada, pois a moça nos deu a oportunidade de, mesmo sem nunca a termos visto, sabermos seu nome... De costas! Como eu sou um pouco mais irônica, imagina que eu iria perder a oportunidade de tatuar algo como “O que que foi, nunca viu?” ou “Vai cheirar o cangote da sua avó!” Ou então, no melhor estilo pára-choque de caminhão: uma vez vi um adesivo (que aliás, na minha época se chamava decalco), que era escrito bem pequenininho, de propósito, com algo do tipo: “Se você chegou a essa distância, está prestes a bater seu carro na minha traseira.” E eu cheguei à conclusão que a intenção da Ana Luiza devia ser parecida.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
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