sábado, 15 de novembro de 2008

Bono e o Papa ou You can´t scape from who you are

No dia 6 de novembro, a MTV transmitiu o EMA (não, não é um bicho), o Europe Music Awards, direto de Liverpool. Como sempre, os europeus fazem festas muito melhores que as dos americanos, mais bem produzidas, com idéias mais criativas e bem pensadas (sou puxa-saco, mesmo). Um dos pontos altos da premiação foi a homenagem ao (ex ou eterno?) Beatle Paul McCartney. O troféu foi entregue por Bono Vox, que fez um discurso um tanto extenso ao homenageado (quase cinco minutos). Algo que chamou a atenção foram as comparações usadas por Bono: “Me convidar para entregar esse prêmio é como perguntar a um padre se ele gostaria de entregar um presente a São Pedro.” “Quando viemos para cá, Paul estava dirigindo. Foi como estar no Papa móvel com o Papa dirigindo!” E, para apresentar o Beatle:“Se estivéssemos em Roma, ele seria o Papa.” E, ao final: “You call him Sir, I call him Lord!” (Um trocadilho sobre o título de nobreza de Paul, senhor, e a palavra Lord, que também é um título de nobreza, mas no jargão religioso se refere a Jesus Cristo). Me identifiquei com o popstar irlandês por sua origem católica (aliás, a longa apresentação de Bono me fez lembrar sermão de missa), mas nada mais fora de lugar do que aqueles comentários católicos numa nação protestante. Seria ingenuidade ou pura provocação? “Tu que o dizes”, would the Lord say...

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