Na sala dos professores, Silvana comenta sobre um aluno com outra professora. Os outros professores iniciam um debate sobre a falta de educação do aluno atual.
Deusanira explica:
- O problema é o mau exemplo, veja você que a novela “Paixões irrefreáveis” está trazendo esse problema...
Silvana não tem argumentos:
- Não sei, eu não assisto novela...
E Deusanira explica:
- Não, eu também não assisto. Mas é aquela novela, que se passa na Ilha de Java, que tem todos os elementos das castas da Ilha de Java e a mocinha, Eliamara, está sofrendo horrores porque o enteado vai mal na escola...
Maria José aprofunda:
- Eu também não assisto, mas estão discutindo a falta de educação na escola através do personagem Eduardo Fabiano, que tem uma síndrome e é muito discriminado na escola. Além disso, seu pai, Reginaldo Fabrício, luta com todas as forças para que ele possa prosseguir estudando.
Ana Lúcia continua:
- É, eu também não assisto, acabo pegando alguns trechos quando estou trocando de canal, mas esta semana o Eduardo Fabiano foi agredido pelo aluno Tirso, cujo pai é advogado....
Pois é... Ninguém mais assiste novela, mesmo.... Mas todo mundo sabe quem é a mocinha Elianara, o caso do Eduardo Fabiano e as agruras do Reginaldo Fabrício. Deve ser pela internet, né?
quinta-feira, 22 de abril de 2010
terça-feira, 14 de julho de 2009
Dor voluntária?
Estava lendo um artigo intitulado “Dor do parto oferece vantagens”. Posteriormente, o próprio jornal trazia uma enquete online:
DOR NO PARTO
Em artigo publicado em revista científica, obstetra afirma que a dor durante o parto traz vantagens para mãe e filho. Qual sua opinião sobre parto com dor?
E então cada um poderia votar. As respostas eram:
Sou mulher e a favor das dores no parto
Sou mulher e contra as dores no parto
Sou homem e a favor das dores no parto
Sou homem e contra as dores no parto
Achei a enquete uma pérola da manipulação... Quem, em sã consciência, votaria “sou a favor da dor”? Na verdade o que a matéria deveria estar divulgando é que o parto normal é um processo no qual todo o corpo está direcionado para aquela atividade, e tem seus mecanismos de compensação em relação à dor, que também tem seu papel. O objetivo do parto não é sentir dor, e sim trazer uma criança ao mundo! A dor vem da dilatação dos ossos da bacia, necessária para a passagem do bebê.
Talvez hoje estejamos vivendo um momento histórico de assepsia total e baixíssima tolerância à frustração. Aliado a isso, temos obsessão pelo controle de todos os eventos à nossa volta. Obviamente a indústria farmacêutica, os hospitais e os planos de saúde não ficam alheios a isso. Fazem de tudo para melhor nos atender... Com a nossa anuência, é claro. Aliás, tais indústrias costumam fazer propagandas nos jornais para nos oferecer seus serviços...
Pensemos bem: o que é melhor? Contratar um anestesista, marcar a cesárea e agendar a data do nascimento do bebê ou deixar o médico de plantão, impossibilitado de fazer sua viagem no feriado, esperando a hora certa? É, Perls, é difícil não apressar o rio nesses tempos de barbárie. Mas a barbárie é sem dor. Tome mais um soma.
DOR NO PARTO
Em artigo publicado em revista científica, obstetra afirma que a dor durante o parto traz vantagens para mãe e filho. Qual sua opinião sobre parto com dor?
E então cada um poderia votar. As respostas eram:
Sou mulher e a favor das dores no parto
Sou mulher e contra as dores no parto
Sou homem e a favor das dores no parto
Sou homem e contra as dores no parto
Achei a enquete uma pérola da manipulação... Quem, em sã consciência, votaria “sou a favor da dor”? Na verdade o que a matéria deveria estar divulgando é que o parto normal é um processo no qual todo o corpo está direcionado para aquela atividade, e tem seus mecanismos de compensação em relação à dor, que também tem seu papel. O objetivo do parto não é sentir dor, e sim trazer uma criança ao mundo! A dor vem da dilatação dos ossos da bacia, necessária para a passagem do bebê.
Talvez hoje estejamos vivendo um momento histórico de assepsia total e baixíssima tolerância à frustração. Aliado a isso, temos obsessão pelo controle de todos os eventos à nossa volta. Obviamente a indústria farmacêutica, os hospitais e os planos de saúde não ficam alheios a isso. Fazem de tudo para melhor nos atender... Com a nossa anuência, é claro. Aliás, tais indústrias costumam fazer propagandas nos jornais para nos oferecer seus serviços...
Pensemos bem: o que é melhor? Contratar um anestesista, marcar a cesárea e agendar a data do nascimento do bebê ou deixar o médico de plantão, impossibilitado de fazer sua viagem no feriado, esperando a hora certa? É, Perls, é difícil não apressar o rio nesses tempos de barbárie. Mas a barbárie é sem dor. Tome mais um soma.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Roupa nova
Pois é... Mudei o layout do blog... É que vocês não sabem o que me aconteceu. Um colega de serviço super-hiper-mala fez um cursinho de informática e no trabalho final fez um blog com o mesmo layout que eu usava... Fiquei p. da cara, com aquela sensação de chegar na festa e aquela chata estar com um vestido igual ao seu. O que você faria numa situação dessas? Trocava de vestido, óbvio! Mesmo que o vestido novo não seja tão bonitinho, não dá pra ficar com a mesma roupa de um mala, né??????
terça-feira, 2 de junho de 2009
Rotina de criança moderna
Estava lendo uma matéria sobre guarda compartilhada, quando o casal se separa e os filhos ficam alguns dias com o pai, outros dias com a mãe.
Fiquei lembrando de uma amiga, orientadora educacional em uma escola, que foi chamada para solucionar um problema com um aluno. O mocinho estava sem o uniforme e não havia feito as tarefas daquele dia. Conversando com o menino, ele explicou que dormia às segundas, quartas e sextas na casa da mãe, e nos outros dias, na casa do pai. Terça-feira, ele havia ido à escola e o pai foi buscá-lo. Como o uniforme estava sujo, no dia seguinte foi com outra camisa, pois não tinha levado outro uniforme para a casa do pai. Da mesma forma, havia levado o material para as aulas de terça-feira, e não tinha levado os livros para fazer a tarefa do dia seguinte.
Confuso? Não, compreensível. Fiquei me perguntando se era realmente tarefa da própria criança pensar nessa organização. Ou será que ele tem que ter todos os livros em dobro, para que tenha um exemplar na casa da mãe e outro na casa do pai?
Continuando a ler a tal matéria da revista, fiquei me questionando sobre como fica a rotina dessas crianças... A Psicologia orienta que uma dose de rotina é muito importante para a criança, pois a auxilia a organizar sua noção de tempo, espaço, limites, ordem. Horários e locais próprios para dormir e fazer as refeições são considerados essenciais.
E aí me questiono ainda mais: diante da incapacidade de dois adultos conviverem e resolverem suas diferenças, obrigamos as crianças a abrirem mão de suas necessidades e se adaptarem à nossa forma de organização, seja bom para elas ou não. Vocês vão dizer que estou ficando velha. Talvez. Também não estou defendendo que se sustentem casamentos falidos. Mas duvido muito da sinceridade dessas propostas de guarda compartilhada. Para mim ficam soando como pensão dividida. Sim, porque ao invés de pagar a pensão integral, paga-se menos, pois a criança passa alguns dias com pai.
Mas talvez eu esteja errada, mesmo. Talvez esteja apenas ficando velha...
Fiquei lembrando de uma amiga, orientadora educacional em uma escola, que foi chamada para solucionar um problema com um aluno. O mocinho estava sem o uniforme e não havia feito as tarefas daquele dia. Conversando com o menino, ele explicou que dormia às segundas, quartas e sextas na casa da mãe, e nos outros dias, na casa do pai. Terça-feira, ele havia ido à escola e o pai foi buscá-lo. Como o uniforme estava sujo, no dia seguinte foi com outra camisa, pois não tinha levado outro uniforme para a casa do pai. Da mesma forma, havia levado o material para as aulas de terça-feira, e não tinha levado os livros para fazer a tarefa do dia seguinte.
Confuso? Não, compreensível. Fiquei me perguntando se era realmente tarefa da própria criança pensar nessa organização. Ou será que ele tem que ter todos os livros em dobro, para que tenha um exemplar na casa da mãe e outro na casa do pai?
Continuando a ler a tal matéria da revista, fiquei me questionando sobre como fica a rotina dessas crianças... A Psicologia orienta que uma dose de rotina é muito importante para a criança, pois a auxilia a organizar sua noção de tempo, espaço, limites, ordem. Horários e locais próprios para dormir e fazer as refeições são considerados essenciais.
E aí me questiono ainda mais: diante da incapacidade de dois adultos conviverem e resolverem suas diferenças, obrigamos as crianças a abrirem mão de suas necessidades e se adaptarem à nossa forma de organização, seja bom para elas ou não. Vocês vão dizer que estou ficando velha. Talvez. Também não estou defendendo que se sustentem casamentos falidos. Mas duvido muito da sinceridade dessas propostas de guarda compartilhada. Para mim ficam soando como pensão dividida. Sim, porque ao invés de pagar a pensão integral, paga-se menos, pois a criança passa alguns dias com pai.
Mas talvez eu esteja errada, mesmo. Talvez esteja apenas ficando velha...
sábado, 16 de maio de 2009
Já sou deste século
Eu já havia dito aqui que algumas vezes eu era criticada porque não tinha orkut. Pois é. Não tinha. Quem mais "tirava" com a minha antiguidade era uma amigona, que não tinha papas na língua. Nossa amizade nasceu da comunhão de sofrimentos e agruras durante o mestrado e cresceu diante de nossa mútua capacidade de falar o que pensávamos e de nosso sarcasmo. Era nossa maneira de respeitar nossas diferenças: ela, festeira, extrovertida, destemida, popular e trabalhadeira. Eu, introvertida, anti-social, mal-humorada, crítica e insubordinada. Mas amizade é isso mesmo. E hoje, dia em que ela decidiu fazer festa lá no céu, cada amigo fica por aqui sentindo sua falta. Como homenagem póstuma hoje finalmente fiz uma conta no orkut. Já sou desse século, viu???? Vá com Deus, amiga!
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